
O medo do medo doi mais que o proprio medo...
A dor de verdade nao doi tanto quanto a da mentira.
Porque a dor da verdade e viva e a da mentira e morta.
Em mim, carrego cicatrizes de tempos dificeis e traumas de um medo de uma verdade nao vivida.
O carinho.
Carinho nao pode ser definido sem 'carinhar' porque tem que ser continuo.
Carinhoso nao e uma definicao baseada numa atitude de momento, e um perfil de uma colecao de atitudes e projecoes. Vem com o tempo a qualidade do carinho...
Carinho so pode ser dado por quem pratica o dom de ser carinhoso, por quem sente na vida a dor da verdade.
Para quem nao deixa a mentira ser a morte em vida. Para carinhar e necessario o caminho.
Caminho de si, caminho de so, caminho de grao, de pao e de chao.
Carinho a mim, nessa carencia de um carinho nao tido em um passado mascarado.
Carinho minha gripe, meu medo, minha comida e meu preco.
O medo tambem vem e tenta roubar a cena me dando uma dor de mentira.
Mas, ja passou!
Carinhar e caminhar, porque caminho, sigo e prossigo.
Nao deixo viver em verdade a dor que ja devia ter sido vivida, e foi em mentira na minha verdade.
Carinho meus buracos, meus sonhos esquecidos, meus pedidos nunca atentidos.
Carinho para poder caminhar.
Carinhando meus cabelos com o branco de seus anos,
A lagrima solida de uma dor de verdade.
Carinho de mim.
Carinho no medo do medo, em todo o 'inho', lamento, murmurinho...
Um pequenino gesto, no continuo, para crescer e caminhar...
Carinhar o carinho de quem pede colo.
Colo de mae, colo da vida, colo do tempo.
Carinho e preciso ter assim, constante, nas horas mais cheias de mentiras vividas como verdades.
Caminho assim, nesse carinho, ainda que fragil, vivendo dor de verdade e deixando pra tras qualquer mentira.
Porque o que e verdade vive, e o que e mentira morre.
Entao, viva!