quarta-feira, 17 de agosto de 2011
So o amor!
E nesse momento tao curto, no espaco de tempo de menos de um segundo, sinto fundo o que vai na alma, como um copo d'agua no deserto, como eu de voce nunca estive tao perto.
Somente o amor constroi, faz a vida que nao doi, somente e amor suporta, faz da noite minha maior porta, somente o amor suporta o impossivel, e faz-nos ver o invisivel.
Somente o amor perdura diante do caos aparente, so ele faz lamber a ferida ardente. E e por isso que choro, agradecendo a Deus a oportunidade de amar e ser amada, e por isso que devoro a vida em lavar minha alma pelada.
De ver nos olhos da cria a imortalidade de meu ser, nas maos pequenas a volatilidade de ter e no gesto do ser amado o amor em sua forma mais doce e sublime, no abraco calado as passagens que me trouxe num cesto de vime. E e quando sento para tomar o vinho da comunhao de nos dois, que sinto curar no seio da noite um gosto que nao fica para depois, no trago da uva o doce das flores, nas maos de tua luva a morte das dores.
Das mesmas as flores plantadas la tras no jardim de nos dois, do mesmo nectar do beijo que revela-me o que sois. E por causa desse doce sabor que a vida faz valer em seus dias cinzas e nas fumacas cegas de noites insones, em suas horas findas a beleza dos meus amores.
E por causa do pulsar desse vermelho sangue que meus olhos se abrem mediante uma exaustao incontrolavel e buscam a forca para viver os dias de qualquer forma possivel. O regaste do infindavel em toda forca plausivel. E nesse instante cabe tudo porque tudo que e sagrado nele cabe.
Cabe a voz doce de minha filha, a riqueza da partilha e olhar suave do amor, a mais colorida flor do beija-flor.
Cabe tambem o impeto da paixao, a mocidade da ansiedade, a sabedoria da velhice e de todos os verso de Clarice.
Cabe tudo nesse instante sagrado em que vejo o mundo sem nenhum fardo.
So mesmo o amor e o mais verdadeiro amor para fazer gritar em mim a voz surda de uma dor sofrida, para fazer ecoar em meus versos o desejo nunca mais secreto, de ser tua e em ti para sempre, de viver da arvore a semente.
Cabe em mim o teu ser que nu se descobre em versos e cabe em ti meu olhar profundo de quem acabou de vir ao mundo.
Cabe em nos eternamente a forca que carrego em meu ventre, o pulsar das estrelas e do sempre, a energia da vida na semente que nao teme nada, o embriao que de cedo e abencoado pela fada.
A luz que nao se sente, o misterio que desvendar nao carece, o poder de nossa mente, a bencao de cada prece.
E vai na alma a certeza perene de que a vida e inteira em cada atomo pequeno, de qualquer doce veneno.
Cabe sempre e eternamente o sorriso velado dos meus labios selados.
E que venha assim meus dias e que chegue em mim assim minhas noites mais frias, e que seja assim meu fim, sem voce jamais longe de mim
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Lindo, lindo, lindo
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