sábado, 14 de abril de 2012

"Quando a tristeza lhe bata à porta, pense nas alegrias que a vida proporciona constantemente.
Concentre-se no bem por fazer, a fim de que o mal não lhe perturbe as horas.
Diante de observações descabidas que lhe forem lançadas em rosto, silencie, reconhecendo que cada um de nós é responsável pelas próprias atitudes e pensamentos.
Não descreia da cooperação e auxilie os outros, quanto possível.
Acenda a estrela da esperança nas próprias mãos, para que a luz não lhe falte no cotidiano.
Não espere dos outros aquilo que os outros ainda não possuem para dar.
Disponha-se a ceder de você mesmo o que tenha você de melhor, a benefício dos companheiros de Humanidade. Nada reclame.
Lembre-se de que se você cultivar a paciência, todos os prejuízos e desgostos prováveis da experiência terrestre se lhe farão mensageiros de bênçãos que você desconhece.
Se você sofre, trabalhe; se está doente, trabalhe; se carregas o corpo enfraquecido, trabalhe, quanto puder e naquilo que possa fazer, porque isso resultará em auxílio a você mesmo.
Não olvide que um sorriso se reveste de imenso valor, nas mais difíceis circunstâncias.
Confie em Deus e confie em você mesmo, servindo sempre no amparo aos semelhantes e cedo você reconhecerá que carrega, por dentro do próprio coração, o seu mais belo cântico de vitória."

Chico Xavier

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Ha em mim


 Ha em mim desejos loucos e vontades insanas. Medos grandes, mas poucos e mentalidade profana.
Ha mim fome de vida, vontade de lamber da cria toda e qualquer ferida.

Asas dormentes que relembram o voo raso. A vida presente que me planta num vaso.
Minha alma levemente adormecida nessa estrada escura e de bussola perdida.

Ha em mim a curiosidade pelo mundo oculto, o sabor ansiado de um doce, ainda desconhecido, e meio amargo.
Ha em mim a luz do horizonte buscado, a estrela guia de um caminho tracado.

O vento que sopra norte, o frio que abriga minha sorte.
Uma incerteza de tudo, uma razao cega, a receita bizarra do fruto doce da terra arada.

Ha em mim um gigante dinossauro, que teima em experimentar dos labirintos ao Minotauro.
Ha em mim o amor e o vacuo, o sabor e o tato, o pavor e o pulo do gato.

O desconhecido, que e maior, e nao fora de mim ou acima das nuvens brancas, mas dentro e sem fim e coberto de imagens nem tao santas.