segunda-feira, 9 de abril de 2012

Ha em mim


 Ha em mim desejos loucos e vontades insanas. Medos grandes, mas poucos e mentalidade profana.
Ha mim fome de vida, vontade de lamber da cria toda e qualquer ferida.

Asas dormentes que relembram o voo raso. A vida presente que me planta num vaso.
Minha alma levemente adormecida nessa estrada escura e de bussola perdida.

Ha em mim a curiosidade pelo mundo oculto, o sabor ansiado de um doce, ainda desconhecido, e meio amargo.
Ha em mim a luz do horizonte buscado, a estrela guia de um caminho tracado.

O vento que sopra norte, o frio que abriga minha sorte.
Uma incerteza de tudo, uma razao cega, a receita bizarra do fruto doce da terra arada.

Ha em mim um gigante dinossauro, que teima em experimentar dos labirintos ao Minotauro.
Ha em mim o amor e o vacuo, o sabor e o tato, o pavor e o pulo do gato.

O desconhecido, que e maior, e nao fora de mim ou acima das nuvens brancas, mas dentro e sem fim e coberto de imagens nem tao santas.

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